Ir. Nice: Com a convivência, pude notar que a Mulher tem sempre um papel significativo...

"O melhor lugar do mundo é onde Deus me quer". São José Freinademetz

Ir. Nice: "Com a convivência, pude notar que a Mulher tem sempre um papel significativo..."

No ano de 2004, iniciei os primeiros contatos mais diretos com o Povo Xerente. Com o apoio da Irmã Sílvia, Theckla Wewering, SSpS, inclui em seus encontros os seguintes princípios: TERRA, VIDA, SAÚDE EDUCAÇÃO, CULTURA/RELIGIÃO, ARTES, AUTONOMIA E POLÍTICA, como ponto de partida de sua organização articulação. Os assuntos tratados e as ações vivenciadas pelas Mulheres Indígenas têm em vista trazer mais vida às suas Aldeias, sendo uma presença feminina organizada e articulada, a fim de fortalecer, revitalizar a resistência e a luta de seu povo Akw~e –Xerente.

Com a convivência, pude notar que a Mulher tem sempre um papel significativo. São as que mais se preocupam em cuidar da casa, dos filhos, em ajudar a colher e preparar seus alimentos e são as que fazem vários objetos artesanais com capim dourado, palha de buriti, penas e sementes nativas para ajudar na subsistência. As atividades em diversos níveis constroem as diferentes relações humanas, os conhecimentos, as experiências capazes de manter a vida na Aldeia.

Durante 2004 e 2005, os encontros realizados pelos PI (Postos Indígenas – FUNAI), possibilitaram atingir diretamente mais ou menos 50 Mulheres Xerente em cada PI. Dessas, 12 estarão planejando e encaminhando os próximos encontros, considerando as prioridades (propostas) definidas pelas participantes e tratar da importância da organização, articulação e descoberta de novas lideranças – Mulheres Indígenas.

O trabalho com as mulheres indígenas está sendo de forma bastante diversificada. As atividades que as envolvem são de caráter formativo e participativo. Esse espaço de encontro com elas é importante, pois as ajuda a discutir algumas temáticas como educação, saúde, preconceito, alcoolismo, auto-estima e outros assuntos que estão dentro do cotidiano das mulheres nas Aldeias e que também favorecem a amizade e a união entre elas. Cada uma participa dando sua contribuição, falando o que sente, sua opinião e quais suas esperanças em relação a tais assuntos. Isso tudo forma pensamentos/sonhos e consciência de seus direitos.

As mulheres procuram articular-se e organizar-se para serem forças geradoras de vida. "Temos que lutar para manter sempre viva a nossa cultura e construir um futuro melhor para nossos filhos." (Selma Xerente). Dessa maneira, mostram que estão construindo sua história, passo a passo. Como grupo, elas começam a ser presença, sinais de esperança para a comunidade indígena. 

Minha presença e todas as atividades que desenvolvidas no meio desse povo, e, principalmente o aprendizado da língua Akw~e Xerente, constituem para mim uma missão de grande desafio. Sinto que, mais que com palavras, nosso envolvimento na vida del@s é um espaço para a evangelização implícita, a partir da nossa presença participativa, na qual procuramos viver e valorizar a Boa Nova de Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância.”

Irmã Maria Leonice Neves - pertence a Província Brasil Norte, SSpS
janeiro/2006

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