Teatro

 

O teatro como “ferramenta” pedagógica vem sendo utilizado no Brasil desde pelo menos o século XVI, quando José de Anchieta catequizara os índios por meio de dramatizações. Assim, não é possível afirmar que o teatro na educação seja uma metodologia moderna, mas somente que o teatro como área do conhecimento seja uma conquista recente de muitos educadores que idealizam a prática educacional integrada e humanista.

Tampouco é novidade a eficácia do teatro na educação para a formação da criança, do jovem e mesmo do adulto no que concerne a sociabilização, ao desenvolvimento da linguagem e semiologias, da representação e da sensibilidade estética que, via de regra, auxilia na equalização dos problemas de ordem cognitiva e emocional.

Trabalhar as múltiplas inteligências na educação formal parece ser o caminho sugerido por teóricos modernos como Edgard Morin, Howard Gardner, Celso Antunes, dentre outros que concebem a escola como o lugar onde mais se deve desenvolver práticas complexas em detrimento da unidade ou da fragmentação, tipicamente positivista.

As artes cênicas abarcam fundamentalmente as múltiplas inteligências, o que já justificaria o investimento de qualquer instituição de ensino em atividades teatrais de cunho pedagógico, contudo se as justificativas acima não fossem suficientes para a implantação do teatro em qualquer instituição de ensino formal, ainda teríamos os PCN-Arte e a própria LDB 9394-96 para reforçar a necessidade das artes e, no caso, do teatro na escola de ensino básico como um fim da educação que, dentre outros, objetiva proporcionar “a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber” (GOVERNO FEDERAL, 1996).

Assim, o anteprojeto que segue visa ampliar o trabalho que já vem sendo desenvolvido no Colégio Espírito Santo, a fim de possibilitar maior acesso a essa prática que trabalha concomitantemente as inteligências verbal, musical, visual/espacial, cinestésica, interpessoal e existencialista, de forma lúdica e consciente. (GARDNER, 1994)

Desenvolvimento

O projeto teatro-educação: trabalhando inteligências múltiplas tem como público-alvo crianças e adolescentes na faixa etária de 11 a 17 anos, (num primeiro momento e de 7 a 17, numa segunda etapa) da seguinte forma:

 

a) Iniciação à arte de dramatizar histórias

Público-alvo: alunos matriculados no 6º. e 7º. Anos.
Período: de fevereiro a novembro.
Duração: 120 min. semanais.

Neste curso os alunos terão o primeiro contato com jogos teatrais, leitura, interpretação e dramatização de crônicas e contos.
As apresentações dar-se-ão nos últimos meses do ano letivo, de acordo com a programação do colégio.

b) Introdução ao teatro 

Público-alvo: adolescentes matriculadas do 8º. ao 9º. ano.
Período: de março a dezembro.
Duração: 120 min. semanais.

A partir de jogos teatrais, preparação vocal e corporal, improvisação e leitura de textos, os alunos montarão esquetes que culminarão em uma peça.

c) Grupo de Teatro do Colégio Espírito Santo

Público-alvo: adolescentes matriculadas do 8º. ao 3º. ano.
Período: de fevereiro a dezembro.
Duração: 3 horas semanais.

Este grupo será formado por alunos que já participaram do módulo “Iniciação à arte de dramatizar histórias”.
O curso será composto de aulas práticas e teóricas, que poderá se subdividir da seguinte forma:

a) jogos teatrais;
b) preparação corporal;
c) técnica vocal;
d) história do teatro;
e) atividades programadas;
f) oficinas com convidados.

 

Referências Bibliográficas
BRANDÃO, Carlos da Fonseca. LDB: passo a passo: lei de diretrizes e bases da educação nacional (Lei no. 9.394/96), comentada e interpretada. São Paulo: Avercamp, 2003.
HOWARD, Gardner. Estruturas da mente. São Paulo: Armed, 1994.

Teatro

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