NÃO MATEM O ESPÍRITO NEM QUEBREM O CORAÇÃO

A despeito dos acordos de Oslo (1993), Cisjordânia e Gaza foram separados e, desde 2007 o povo de Gaza sofre um bloqueio desumano, após eleger o candidato não preferido de Israel e Estados Unidos. Agora, às vésperas da realização do Fórum Social Mundial Palestina Livre (FSMPL), Israel, rompendo o cessar-fogo, reinicia uma agressão inominável. Como sempre, a população civil palestina é a mais atingida, inclusive crianças.

Próximo às eleições passadas, a operação Chumbo Fundido no inverno de 2008-2009, assassinou quase 1.500 palestinos e palestinas. A população civil indefesa foi atacada por uma das mais sofisticadas forças militares do mundo. Agora, de novo às vésperas de eleições em Israel, e diante da demanda da Palestina junto à ONU, recrudesce a agressão na Faixa de Gaza, local de maior densidade demográfica do mundo: 1.500.000 pessoas, “a maior prisão a céu aberto” do mundo.

Em seus estudos, Sara Roy denuncia os planos de “dieta”. Antes do bloqueio da Faixa de Gaza, chegavam 400 caminhões de comida, agora, apenas 67. Em conseqüência, mais de 2/3 das crianças pequenas, mais de 1/3 das mulheres grávidas e 58,6% das crianças em idade escolar, estão com anemia.

Após uma visita á Faixa de Gaza, de 25 a 30 de outubro, Chomsky disse que Gaza permanece sitiada: não falta só comida, mas acesso a remédios, a tratamentos hospitalares. Uma jovem lhe relatou que o pai morreu de câncer quase sem assistência médica. Ela deixara os estudos e ficara a seu lado no leito de sofrimentos, impotente, vendo seu pai morrendo durante o bloqueio a Gaza no verão de 2006. Mata o espírito e quebra o coração, foi o que ela sentiu.

A Marcha Mundial das Mulheres emitiu uma carta de solidariedade ao Povo de Gaza, enfatizando os gestos concretos principalmente na mobilização, em Porto alegre, no Fórum Social Mundial Palestina Livre (mulheres de Israel e Palestina estarão de mãos dadas), assim como durante as 24 horas de Ação Feminista no dia 10 de dezembro.

Encerrem-se o bloqueio e bombardeios. Nossa histórica atuação de mulheres desempenhando o trabalho de cuidados, faz-nos sentir a amplitude do sofrimento da população de Gaza e lutar para preservar as possibilidades de PAZ e nunca mais se mate o espírito e se quebre o coração, nem de palestinos, nem de israelenses, de ninguém.

Iolanda Toshie Ide

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